ano meio fraco, este 2009. tanto pra discos como filmes. mesmo assim, ainda acho válido colocar por aqui o que me impressionou este ano. ou que pelo menos divertiu. começando com minha especialidade, a música. sem ordem de preferência, vou criar algumas categorias aleatórias
disco unânime bacana do ano – Phoenix (Wolfgang Amadeus Phoenix)
este aqui merece e muito. melhor disco da carreira dos franceses, Wolfgang é a junção perfeita entre a primeira e a segunda fase do Phoenix. pra ouvir de uma ponta à outra, e deixar no repeat por um bom tempo. discão.
disco quem é vivo sempre aparece – Manic Street Preachers (Journal for plague lovers)
quem diria que o MSP ainda tinha bala na agulha pra em 2009 lançar um discão de rock. desde o this is my truth… que eles não lançam um disco tão bacana. curto e grosso, sem muita firula, manda seu recado e diverte sem frescura.
disco panela velha é que faz comida boa – Sonic Youth (The Eternal)
o Sonic Youth nem parou de lançar discos bons. mas este aqui é sacanagem. tem um retorno aos tempos de influência punk e velvetiana misturado com a fase mais melódica dos últimos discos e no final das contas, o resultado: um dos melhores trabalhos da carreira da banda. e isso é muita coisa, mesmo mesmo.
disco nós gosta de jazz porque é cool – Allen Toussaint (The Bright Mississipi)
“The applause will only grow louder with the release of The Bright Mississippi. It’s quite simply one of the best albums we’ll hear in 2009.” (Dusted magazine). concordo plenamente e acrescento: um dos discos de jazz mais agradáveis de se ouvir da minha coleção.
disco se abaixa que lá vem porrada – Baroness (Blue Record)
tenho que concordar com todos os críticos, pense num disco bom… o metal tem poucos heróis atualmente, mas quem tá fazendo o serviço bem feito, tá fazendo muito bem feito. o Baroness escapa dos clichês, enxerta um monte de influência bacana, desce o cacete e faz um discão. menção honrosa aqui pro Crack the Skye do Mastodon, outro belo disco.
disco o que é que tem na água da escócia? – Trashcan Sinatras (In the Music)
tá certo, In the Music não é perfeito como o disco anterior, Weightlifting. mas é bom pra cacete. sobre o disco, vou deixar vocês com um comprador da Amazon que resenhou o seguinte:
“C’mon……Let’s be honest. Bands like the Trashcan Sinatras should be a household name. Their albums should be available in every store, their songs played on every radio station, their back catalogue discovered and rediscovered by music fans of all ages. But no, we are not living in a perfect world. Corporate commercial hype rules the airwaves. They blind us on TV with their booty shaking, mind numbingly repetitive, boring tunes by talentless pawns to the game known as ( ahem ) the Music Industry. Well……listen up folks who don’t want to be sheep ! Here is a beautifully constructed, crafted piece of pure pop magic ( Just like their back catalogue ) that will excite on repeated listenings. Buy it and you might just regain your musical identity ! Thank you the powers that be for the Trashcan Sinatras!”.
escutem, e com urgência.
disco porque tanto barulho mesmo? – Animal Collective (Merriweather Post Pavilion)
bom, a categoria é auto-explicativa. tá, o disco é bom, eu sei, mas será que é pra tanto? sei não… talvez eu venha aqui e corrija a “injustiça” em algum tempo… mas por enquanto, ele ganha esta posição. diga-se de passagem, o último do Flaming Lips também não bateu legal.
disco porque o wilco é a melhor banda do mundo – Wilco (The Album)
outra categoria auto-explicativa. é a melhor do mundo em atividade e pronto. mesmo um disco menor ainda merece estar aqui na lista.
disco de banda que conheci este ano e vocês deviam conhecer também – Dubious Ranger (Uneasy Truce at Watering Hole)
pulem a primeira faixa, Gemini. não que ela seja ruim, mas é muito estranha e pode acabar confundindo tudo. a segunda, French Song, mostra algumas das influências da banda: Television e Bowie. bota aí no pagode mais um toque de Talking Heads e um cheiro de Billy Joel, sacode tudo junto e sai este disco bem bacana que merece ser escutado com atenção e carinho. pra quem tem espírito livre